Passamos por alguns momentos turbulentos, muitas coisas saem do curso normal e não acontecem como planejado...muitas tragédias, muitos desencontros. Mas aí o ciclo negativo se fecha e recomeça um positivo! Coisas boas, surpresas , presentes, encontros...

O mais fácil, o que está no piloto automático é a reclamação, é o protesto...
Por que não a gratidão? Por que não o reconhecimento, por que não a celebração? Por que não o entusiasmo? Por que não aproveitar essa fase de alegrias mantendo a consciência de que, se é temporária, por isso mesmo deve ser louvada? Por que não refletir melhor nos momentos difíceis e compreender que também fazem parte da mágica da vida? Por que achamos que devemos sempre receber tudo de bandeja, tudo pronto, tudo lindo, limpo e cheiroso, sem fazer nem ao menos uma reflexão sobre a forma misteriosa e sagrada com que tudo chega até nós? Por que não nos permitimos simplesmente apreciar? 'Aprecear'...assim, com 'e'... atribuir um preço, um valor...valorizar!
Acredito que mereçamos sempre o melhor, mas incluído nesse 'melhor' também acredito que esteja a capacidade de lidar bem com as situações alheias à nossa vontade e a resiliência para manter o curso, sabendo que os ciclos se fecham, vão e vem, como as estações... Que tudo isso é necessário ao frágil equilíbrio da vida. Que a gratidão é uma atitude de quem compreende esse equilíbrio, que o fato de sentirmos emoções tão positivas nos diz que estamos aqui e agora, presentes em nós mesmos e na vida. Que percebermos tanto o ruim quanto o bom que nos acontece simplesmente nos mostra que estamos vivos! E que estar vivo é construir, é crescer em ciclos, em fases, dialeticamente, por que a vida é assim!
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